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Turistas e moradores se colocam em risco ao acessar Cachoeira do Sancho interditada

  • Foto do escritor: ICMBio Noronha
    ICMBio Noronha
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Risco geológico e fiscalização reforçam proibição de acesso às Cachoeiras do Sancho, em Fernando de Noronha.




Na última semana, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio Noronha) voltou a registrar a presença irregular de turistas e moradores na área das Cachoeiras do Sancho, em Fernando de Noronha. O local permanece interditado devido ao risco de deslizamentos e queda de blocos rochosos, e o acesso irregular pode resultar em autuação e aplicação de multa.


A medida restritiva foi adotada com base no Sistema de Gerenciamento de Risco Geológico do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, desenvolvido ao longo de três anos pela professora Drª. Joana Paula Sanchez, da Universidade Federal de Goiás (UFG), durante pesquisa de pós-doutorado realizada na ilha. O estudo identificou que, durante o período de chuvas, quando as cachoeiras se formam, há aumento significativo da instabilidade das encostas, especialmente na região da falésia do Sancho.


Durante participação nesta terça-feira (12) no programa Balaio de Gato, da Rádio FM Noronha, a analista ambiental e coordenadora de Proteção Ambiental do ICMBio Noronha, Edineia Caldas Correia, destacou que o monitoramento geológico no arquipélago é permanente e leva em consideração fatores como volume de chuvas, umidade e os processos naturais de erosão das encostas.


“A principal questão da proibição é a salvaguarda da vida das pessoas. A região da Cachoeira do Sancho apresenta risco real de desabamento. Temos registros de deslocamento de grandes blocos de rocha e, caso atinjam alguém, podem provocar acidentes graves e até fatais”, alertou.


Edineia Costa no programa Balaio de Gato, da Rádio FM Noronha
Edineia Costa no programa Balaio de Gato, da Rádio FM Noronha

Segundo Edineia, a proibição de acesso à queda d’água da Cachoeira do Sancho não é temporária. “Essa proibição é definitiva e já está sendo incorporada de forma expressa ao novo protocolo operacional de visitação do Parque Nacional”, explicou.

Mesmo com a sinalização instalada na área e as orientações divulgadas pelo Instituto, o ICMBio segue identificando pessoas que desrespeitam a interdição e compartilham nas redes sociais imagens e vídeos feitos na área interditada.


“A fiscalização também acontece por meio do monitoramento das redes sociais. Muitas pessoas cometem infrações ambientais e publicam os registros na internet. Já temos uma lista de casos identificados e as providências administrativas estão sendo adotadas”, afirmou a coordenadora.


Multa

O descumprimento da medida infringe o regulamento da unidade de conservação e pode enquadrar o infrator no artigo 90 do Decreto Federal nº 6.514/2008, que prevê infração para quem “realizar quaisquer atividades ou adotar conduta em desacordo com os objetivos da unidade de conservação, o seu plano de manejo e regulamentos”.


As multas podem variar entre R$500 e R$10 mil, conforme a gravidade da infração, a apuração de cada caso e a condição econômica do infrator.


O ICMBio reforça que a interdição busca garantir a segurança de visitantes, moradores e prestadores de serviços, além de prevenir acidentes em uma área considerada de alto risco geológico.



Por João Alves | ICMBio Noronha

Fotos: João Alves e Débora Bacchim






 
 
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