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ICMBio esclarece informações sobre a conservação dos tubarões-tigre em Fernando de Noronha


Demanda por manejo partiu do Conselho Distrital de Fernando de Noronha como proposta de controle populacional e possível redução de riscos aos turistas. Pesquisadores e ONGs de defesa animal também participarão do debate.



Fotos: Sibele Mendonça

A criação de um grupo de trabalho para discutir o manejo de tubarão tigre em Fernando de Noronha foi discutida em reunião do Conselho Consultivo das unidades de conservação do Arquipélago, na última terça-feira, 28/06. O estudo é resposta ao requerimento formal do Conselho Distrital — responsável local pela fiscalização do governo do estado de Pernambuco (gestor da Ilha de Fernando de Noronha).

De acordo com a chefe do ICMBio Noronha, Carla Guaitanele, não é a primeira vez que a solicitação entra em debate: “Em 15 de junho de 2022, o Conselho Distrital de Fernando de Noronha, representado por conselheiros eleitos pela comunidade da ilha, protocolou ao ICMBio a solicitação de manejo de tubarões-tigre, justificando em ofício, a incidência elevada de tubarões na ilha. O ICMBio já havia se manifestado em ocasiões anteriores pela não concordância com o referido manejo que, na prática, significa o abate desses animais em unidades de conservação onde há uma proibição tácita pela pesca de quaisquer espécies de tubarões. ” A chefe do parque, esclarece ainda que além da proibição existente, em experiências e pesquisas apresentadas pelo ICMBio, o abate de tubarões não teria se mostrado efetivo para a finalidade indicada, porque a espécie possui hábito migratório: “na prática seria um abate de espécies que passam por Fernando de Noronha para se alimentar e não permanecem na ilha”.

Um grupo de trabalho - GT tem como objetivo trazer informação de diferentes especialidades e gerar um relatório com dados para auxiliar a tomada de decisões. Serão convidados especialistas na conservação da espécie, representantes do setor pesqueiro, da comunidade e do trade turístico. A condução será realizada pelo ICMBio e o prazo de conclusão será discutido pelo GT após formado.


É importante destacar que o arquipélago é uma área prioritária para a conservação da espécie do tubarão-tigre no Oceano Atlântico. Além disso, o turismo de observação de tubarões já ocorre na ilha. “Nossas ações, além de focar na conservação das espécies, busca sensibilizar os visitantes sobre a importância das unidades de conservação e estimular a visitação consciente”, declara Carla Guaitanele.

Parque Nacional Marinho – Desde 1988, 70% da Ilha principal do Arquipélago, e mais as 20 ilhas secundárias se tornaram Parque Nacional Marinho, com garantia de proteção Integral. Além disso Noronha também tem o título de Patrimônio Natural da Humanidade, por conta da sua biodiversidade marinha. A Ilha recebe pesquisadores de todo o mundo, por ser um ambiente ecologicamente equilibrado, com vida marinha abundante.


Visitação - Hoje uma das áreas de visitação com maior concentração de vida marinha selvagem na Ilha é a Baía do Sueste. Em virtude disso, o ICMBio vem realizando estudos e monitoramento da área, que incluem: testes de medidas mitigadoras de incidentes com tubarões, análise das condições de mergulho e implementação de medidas de segurança voltadas para o mergulho livre:

  • visualização de vídeo institucional orientativo;

  • acesso limitado ao lado direito da baía;

  • grupo com, no mínimo, quatro (4) pessoas;

  • uso obrigatório de máscara, snorkel, nadadeiras e colete salva-vidas;

  • uso de boia extra a ser rebocada após o grupo (derradeira).

A partir de 1 de julho, a faixa de areia estará liberada.




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