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  • Foto do escritorICMBio Noronha

Filhote de Baleia-Bicuda-de-Cuvier encalha na Praia da Caieira, em Fernando de Noronha

O animal foi encontrado morto. Equipes do ICMBio-FN e do Projeto Golfinho Rotador realizaram análises


Fotos: Daniel Silva

Na madrugada de 22 de maio, um filhote de Baleia-bicuda-de-cuvier (Ziphius cavirostris), medindo 2,45 metros, foi encontrado morto na praia da Caieira, localizada no Parque Nacional Marinho. As equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Projeto Golfinho Rotador realizaram a análise do animal.


"Nós fomos acionados pela madrugada em decorrência de um cetáceo encalhado, imaginávamos que poderíamos encontrar o animal com vida, no entanto chegando no local foi encontrado um filhote em óbito. Foi constatado morte recente, e foi iniciado o protocolo de necropsia para melhor compreensão da causa morte do indivíduo”, relatou Lorena Santos, médica veterinária e voluntária do ICMBio de Fernando de Noronha.


Durante o protocolo de necropsia, foram coletadas amostras da musculatura, gordura, rins, olhos e ovários. “A compreensão de como está a saúde destes indivíduos nos possibilita compreender melhor a saúde oceânica, pois são considerados sentinelas da saúde ambiental", disse Lorena. O oceanógrafo Rihel Venuto e a médica veterinária Mayara Correa também participaram do resgate.



A espécie foi identificada pelos pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador, que atua na ilha desde 1990. “Só registramos a baleia-bicuda-de-cuviet através de encalhe. Esse foi o terceiro registro em Noronha. É uma espécie que ocorre em todos os oceanos, em águas tropicais e temperadas, tem hábito oceânico e de águas profundas, o que dificulta sua avistagem,” explicou Priscila Medeiros, bióloga do Projeto Golfinho Rotador.


Priscila também destacou a importância do estudo do esqueleto do animal. “O estudo de uma carcaça, seja de golfinho ou de baleia, permite conhecer mais sobre a distribuição da espécie, alimentação, reprodução, anatomia e entre outras características.”


As informações coletadas são valiosas para a comunidade acadêmica. “Coletamos tudo que foi possível e armazenamos, para que pesquisas que estejam sendo desenvolvidas ou que venham a ser desenvolvidas possam contar com esse banco de amostras,” ressaltou Medeiros.


O resgate do cetáceo seguiu o protocolo da Rede de Encalhe e Informação de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB), composta por diversas redes regionais. No Nordeste, o Projeto Golfinho Rotador foi uma das instituições fundadoras do Comitê Gestor da Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Nordeste (REMANE), sendo responsável pelo registro de encalhes e avistagens de mamíferos marinhos.




Por Giselle Vasconcelos - comunicação ICMBio Noronha






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