Censo de cães e gatos é realizado até o dia 31 de janeiro em Fernando de Noronha
- ICMBio Noronha

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A ação é realizada pelo ICMBio-Noronha e pela Administração Distrital
Foto: Divulgação ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de Fernando de Noronha retomou o censo de cães e gatos na ilha, com previsão de conclusão até o dia 31 deste mês. A ação tem como objetivo atualizar os dados sobre a população de animais domésticos e subsidiar políticas públicas de manejo e bem-estar animal.
De acordo com a médica veterinária do ICMBio Fernando de Noronha, Taysa Rocha, o levantamento havia sido iniciado anteriormente, mas não foi possível concluir a visita a todos os bairros. Por isso, as equipes retornaram a campo para cobrir as áreas que ficaram pendentes.
“A gente tinha feito uma semana de censo e não conseguiu terminar todos os bairros. Agora estamos indo aos lugares que faltaram. Pode ser que a gente passe em locais onde já estivemos, e é importante que as pessoas nos recebam, mesmo assim, para confirmar dados que podem ter ficado inconclusivos”, explica Taysa.
Durante as visitas, os agentes realizam entrevistas com os moradores para identificar a quantidade de cães e gatos nas residências, além de coletar informações como castração, cor dos animais e outras características, que ajudam a construir uma estimativa mais precisa da população animal na ilha.
Além do levantamento domiciliar, o censo também inclui a contagem visual de animais, especialmente de gatos em situação de rua.
“A gente vai fazer o censo por contagem visual também, principalmente dos gatos que estão na rua. Isso é importante para termos um panorama mais real da população felina”, destaca a veterinária.
A ação conta com o apoio de voluntários da própria comunidade, que auxiliam nas entrevistas e no trabalho de campo, além dos agentes do Núcleo de Vigilância Animal (NVA) da Administração Distrital de Fernando de Noronha e do apoio da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE. O ICMBio-Noronha reforça a importância da colaboração dos moradores durante o período da campanha.
“Pedimos que as pessoas que têm animais fiquem atentas. Caso a campanha termine e o animal não tenha sido contabilizado porque não havia ninguém em casa no momento da visita, é importante entrar em contato com a equipe para confirmar se o animal foi incluído no censo”, orienta Taysa Rocha.
O censo de cães e gatos é uma ferramenta fundamental para o planejamento de ações de controle populacional, saúde animal e conservação ambiental em Fernando de Noronha, contribuindo para o equilíbrio entre a fauna doméstica, a fauna silvestre e a comunidade local.
*Apoio da UFRPE*
A ação conta ainda com o apoio da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que atua no Censo Populacional de Cães e Gatos que vivem na Área de Proteção Ambiental (APA) de Fernando de Noronha.
“O objetivo da UFRPE é apoiar a conclusão do censo populacional de cães e gatos que vivem na área da APA de Fernando de Noronha, principalmente em relação aos gatos. A partir desses dados, conseguimos avaliar se as ações que vêm sendo realizadas estão surtindo efeito — se as populações estão diminuindo, aumentando ou se mantendo estáveis — e, com isso, direcionar novas estratégias ou fortalecer aquelas que já estão em andamento”, explica Filipe Sobral Fonseca, professor do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
O professor destaca que as pesquisas com gatos no arquipélago foram intensificadas a partir de 2018, com a criação do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA). “Desde 2018 desenvolvemos pesquisas com os gatos em Fernando de Noronha, contribuindo diretamente para a continuidade do plano de manejo e controle populacional. Esse foi o principal objetivo da nossa vinda à ilha nessas duas semanas”, completa Filipe Sobral Fonseca.
Por Giselle Vasconselos - Comunicação ICMBio




