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  • Foto do escritorICMBio Noronha

Pesquisa sobre expressões de emoções de polvos tem atividade na Baía do Sueste

Ação observou o comportamento da espécie Octopus Insularis .

Fotos: Sabrina Stieler

No último sábado (22), uma equipe de pesquisa, liderada pela doutora Tatiana Leite, da Universidade Federal de Santa Catarina, com integrantes do ICMBio Noronha, entrou na Baía do Sueste, para levantamento de dados sobre o comportamento de polvos da espécie Octopus Insularis. Antes da equipe entrar na água, foi feito monitoramento com drone para verificar presença de tubarões-tigres. A Baía do Sueste é considerada um berçário deste polvo na ilha.


A pesquisa tem o objetivo de entender as possibilidades de expressões de emoções por meio do comportamento destes animais. Durante a atividade, são apresentados objetos aos indivíduos e registrado as suas reações. “Também queremos entender se eles têm personalidades diferentes, verificando se os polvos juvenis têm reações mais ousadas ou mais tímidas dependendo do indivíduo”, explica a doutoranda Michaella Andrade, da Universidade Federal do ABC (UFABC). O trabalho também aborda o comportamento dos polvos frente a predadores, indivíduos da mesma espécie e reações durante a reprodução. Outro ponto levado em consideração na pesquisa é a comparação de lugares que possuem atividades humanas, como visitação e pesca, com outros que não têm, analisando o impacto nas expressões dos animais.


Polvos de Noronha

A atividade de pesquisa foi realizada em outros pontos do Arquipélago, como Buraco da Raquel, Atalaia e Ressurreta. Entre as características dos polvos observadas em Fernando de Noronha, Michaella ressalta a perda de “braços” devido a ataques de predadores. “Esses animais se arriscam muito para se alimentar, por exemplo, e aqui, por ser um ambiente mais selvagem, percebemos muitos indivíduos com braços regenerando e outras marcas”, explica a pesquisadora. Michaela também ressalta que esses animais são seres sencientes, que sentem dor, por exemplo, e por isso é preciso dar mais atenção ao bem-estar deles, principalmente em atividades como a pesca realizada na ilha.


A equipe de pesquisa que esteve em Fernando de Noronha foi composta, além de Michaela e Tatiana, pela doutoranda Mizziara de Paiva (UFRN) e por Cristiano Albuquerque (UFERSA). O trabalho tem orientação de Charles Morphy D. dos Santos (UFABC) e apoio financeiro da ONG Wild Animal Initiative.


Para saber mais sobre os polvos siga: @projeto_cephalopoda



Por Sabrina Stieler - voluntária comunicação ICMBio Noronha








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