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Comportamento do polvo Octopus Insularis é tema de estudo e gravação de documentário em Noronha


Depois de ter iniciado a pesquisa com polvos de Noronha há 20 anos, Tatiana Leite, professora doutora da Universidade Federal de Santa Catarina voltou mais uma vez à Ilha para aprofundar o estudo com a espécie de polvo Octopus insularis que ela mesmo descreveu, e que é a mais abundante nas águas rasas tropicais em Noronha e em todo o Atlântico Oeste.


Tatiana também ajudou na construção do plano de manejo com a pesca dessa espécie de polvo, e agora colabora com o ICMBio para o processo de renovação da carteirinha de autorização dos pescadores credenciados a fazerem o manejo de pesca em Noronha:

“Em nossos 20 anos de atuação no Arquipélago de Fernando de Noronha, identificamos 4 espécies de polvos, sendo uma nova espécie descrita em 2008. Desta vez estou realizando o monitoramento das áreas estudadas e orientando projetos de doutorados na áreas de evolução e senciência e neurobiologia com polvos” – destaca a professora.

Junto com Tatiana, vieram à Noronha outras duas pesquisadoras do projeto Cephalopoda (Michaella Andrade - UFABC e Sylvia Medeiros - UFRN) que agora se dedicam ao estudo do sono dos polvos, e da senciência (capacidade de expressão de emoções) desses animais. As descobertas sobre o polvo O. insularis estão sendo registradas para um documentário.


O Projeto Cephalopoda tem o objetivo de avaliar a diversidade de cefalópodes, aspectos ecológicos, biológicos e comportamentais das espécies de polvos, com o enfoque em manejo de pesca e conservação das espécies e de seu nicho ecológico. A expedição recebeu suporte financeiro de Wildstar Films e Wild Animal Initiative Para conhecer mais e apoiar o projeto acesse no instagram: @projeto_cephalopoda e @projeto_outrasmentes.

Equipe de pesquisa com o apoio da operadora de mergulho Sea Paradise e acompanhamento do ICMBio.

Fotos: acervo Projeto Cephalopoda

Fernando de Noronha - Noticias Imagem - Site Noronha