Operações de cruzeiros em Fernando de Noronha.





O arquipélago recebeu na última segunda-feira, um navio cruzeiro internacional, que permaneceu por dois dias com um total de 60 passageiros. O acontecimento teve grande repercussão nas mídias sociais exigindo um posicionamento do ICMBio Noronha a respeito. Com isso, viemos por meio desta nota explicar sobre a recepção de cruzeiros na Ilha, não sendo esta uma atividade nova ou que tenha sido retomada.


Cruzeiros operam em Noronha há mais de 25 anos, porém nesta última década a ocorrência diminuiu muito, por razões alheias ao controle do ICMBio, que em 2010 assinou um Termo de Ajustamento de Conduta, junto ao Ministério Público com o objetivo de controlar o fluxo de barcos. Uma grande empresa do ramo, que operava estes passeios turísticos semanalmente na Ilha, teve suas atividades suspensas na temporada seguinte, 2011/2012.


Outras empresas mantiveram suas operações para o arquipélago, porém com uma freqüência muito menor. Atualmente, a média é de 2 a 3 cruzeiros por ano e normalmente o número de turistas não é grande como costumava ser. O Plano de Manejo coloca como limite máximo de 700 pessoas permitidas a deixar o barco por vez, sendo que deste total somente 450 podem ficar em terra e outras 450 em atividades aquáticas.


É importante frisar que a Administração da Ilha fornece a autorização inicial, enquanto ICMBio é responsável pela autorização ambiental, podendo negar a saída dos passageiros do barco, como já aconteceu. A fiscalização acontece para controlar esse número de visitantes provenientes de embarcações, estipulado no Plano de Manejo, o qual deveria ser adicionado ao número máximo de visitantes que chegam por aeronave, não extrapolando a capacidade de suporte da Ilha. O controle de entrada e saída de Fernando de Noronha é feito pela Administração da Ilha, na entrada do aeroporto, com o pagamento da TPA.


No último final de semana, outra embarcação com 80 passageiros visitou a Ilha. O ICMBio acrescenta que o maior impacto é o fluxo de barcos entre o cruzeiro e o Porto, porém o número de visitantes esta bem abaixo do limite imposto, o que viabiliza a operação de maneira integral.